12. Bom Retiro x Cova da Onça

Trecho: Bom Retiro x Cova da Onça
Parque onde o trecho está inserido: Parque Nacional da Tijuca
Resumo

Situado no coração do parque, o percurso atra- vessa uma série de morros, como o do Archer (em homenagem ao major Gomes Archer, que co- ordenou os trabalhos de refl orestamento, no sécu- lo XIX), o Bico do Papagaio, o Morro da Cocanha e Castelos da Taquara, com mirantes, grutas – como a do Navio e do Papagaio – e rios. Sobre um deles, a travessia é feita pela ponte pênsil, um dos princi- pais atrativos deste trecho. Atravesse com cuidado e respeite as regras de segurança. O esforço para percorrer o trecho de trilha íngreme que leva ao topo do Bico do Papagaio é recompensado pela bela paisagem vista do seu cume. Nas proximidades do Centro de Visitantes, oriente-se pela sinalização da trilha pintada no asfalto.

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6,2 km 4 h Escalaminhada:
Sim
Orientação
orientacao1-1 orientacao2
Sentido
Bom Retiro / Cova da Onça 
Sentido
Cova da Onça / Bom Retiro
Informações técnicas
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Atrações
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Informações Técnicas

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Tempo total
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Distância total
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Trechos com escalaminhada
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Não há trechos com escalaminhada
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Nível de orientação: Fácil
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Nível de orientação: Moderado
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Nível de orientação: Difícil
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Nível de sinalização: Completa, nos 2 sentidos
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Nível de sinalização: Parcial
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Nível de sinalização: Inexistente
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Exposição ao risco: Baixa
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Exposição ao risco: Moderada
icones-final-exposicao-risco-alta
Exposição ao risco: Alta
icones-final-dificuldade-baixa
Nível de dificuldade: Baixa
icones-final-dificuldade-media
Nível de dificuldade: Moderado
icones-final-dificuldade-alta
Nível de dificuldade: Alta
icones-final-exposicao-sol-baixa
Exposição ao Sol: Baixa
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Exposição ao Sol: Média
icones-final-exposicao-sol-alta
Exposição ao Sol: Alta

Atrações

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Nível de conservação: Excelente
icones-final-conservacao-media
Nível de conservação: Boa
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Nível de conservação: Ruim
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Pontos de hidratação: Sim
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Pontos de hidratação: Não há
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Mirante

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Fauna/Flora relevante
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Gruta
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Queda d’água
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Poço/lago
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Praia
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Ruínas históricas
Mapa do Trecho
Google Maps

Tracklog deste trecho (.GPX)
Mapa deste trecho (.JPG, para uso offline)
Como Chegar

Esse trecho pode ser alcançado Pelo largo do Bom Retiro, na Floresta da Tijuca a partir da praça Afonso Viseu (entrada principal do setor Floresta). São 3. km pela estrada da Cascatinha até o Largo do Bom Retiro que pode ser feito de veículo próprio ou taxi e depois por trilha mais 370 metros até encontrar a Trilha Principal da Trilha Transcarioca.

Para quem já vem caminhando pela Trilha Principal vindo do sentido Oeste (Represa dos Ciganos, Pico da Tijuca) é só continuar na trilha Principal pegadas amarelas/base preta na direção da Cova da Onça.

Na outra direção, sentido leste x Oeste, pode-se acessar a partir da trilha de acesso a Cova da Onça onde existe a ponte pêncil. O ideal é que tenha início no Centro de Visitantes no Setor Floresta e deste ponto ir se orientando pelas pegadas pretas/base amarela no sentido Leste-Morro da Urca x Oeste-Barra de Guaratiba.

Entrada da Trilha

Centro de Visitantes da Floresta da Tijuca

Saída da Trilha

Largo do Bom Retiro

Descrição do Percurso

(Sentido Oeste x Leste/ Barra de Guaratiba x Morro da Urca)
Quem inicia este trecho pelo largo do Bom Retiro na Floresta da Tijuca tem a sua frente os primeiros (370 m) de caminha até a Trilha Principal da Transcarioca. Neste entroncamento deve-se seguir a orientação das pegadas amarelas/base preta na direção do Bico do Papagaio e Cova da Onça. Logo a frente teremos uma entrada a esquerda para o Morro do Archer. Deste ponto são (350 m) de braço de trilha até o cume do morro que homenageia o pai do reflorestamento da Floresta Tijuca.

De volta a Trilha Principal, vamos caminhando mais (950 m) até encontrar a nossa direita a gruta do Navio e do Papagaio. Agora são mais (300 m) de caminhada até o entroncamento do Morro da Cocanha a esquerda e com o braço de trilha para o Bico do Papagaio a direita (270 m) de subida íngreme e altamente recomendada por conta das belas paisagens do cume.

Continuando na Trilha Principal vamos agora caminhar mais (450 m) íngremes até uma laje de Pedra com uma leve escalaminhada e logo em seguida o cume do Cocacanha. Após a linda vista do cume é hora de descer por um aclive muito acentuado até o platô do Céu (700 m). Agora caminharemos mais (50 m) e encontraremos uma opção de braço de trilha a direita para o morro e Castelos da Taquara (600 m).

De volta a Trilha Principal teremos a frente um longo trecho de caminhada quase plana com pequenas bifurcações, córregos e rios até chegar a tão esperada Ponte Pênsil (2.3 km). Não se esqueça de atravessar com cuidado e respeitando as regras de segurança estabelecidas no local.
Agora são mais (750 m) de caminhada até uns mourões de madeira e mais (160 m) até a saída no asfalto. No asfalto a sugestão é continuar se orientando pelas pegadas amarelas/base preta por mais ( 500 m) até o Centro de Visitantes do Parque.

Para quem inicia este trecho pela Cova da Onça (Sentido Leste x Oeste/ Morro da Urca x Barra de Guaratiba) é só se orientar pelas pegadas pretas/base amarela na direção do Morro da Cocanha e Bom Retiro.

Atrações

Morro do Archer, Bico do Papagaio, Morro da Cocanha, Morro e Castelos da Taquara, mirantes, Ponte pênsil e rios.

Comércio/Hospedagem

No momento não há nenhuma parceria entre a Trilha Transcarioca e o comércio local.

Não há nenhum tipo de comércio nas proximidades deste trecho.

Infográfico
Fotos
Fatos históricos

Neste trecho da Trilha Transcarioca temos a subida ao Morro do Archer que tem seu nome em homenagem ao Major Gomes Archer, que em janeiro de 1862, semeou as primeiras mudas no replantio da floresta da Tijuca coomandando a primeira experiência no mundo de regeneração pela mão humana de uma mata primária. Foi o pai da silvicultura no Brasil.

Ele nasceu em 21 de outubro de 1821 e era engenheiro. A historiografia oficial não registra se teve filhos, nem quando e como morreu. Ele tem apenas uma foto conhecida. Mas isso são lacunas biográficas que não diminuem sua importância, embora sirvam para reforçar a tese de que este é um País sem memória.
Archer tinha uma fazenda em Guaratiba, na zona oeste da cidade, onde mais tarde viria a funcionar a fundação Leão XIII, órgão estadual de assistência social. Ele gostava de botânica e mantinha mudas de espécies nativas lá, que foram usadas no replantio da floresta.

O major Archer foi recrutado por D. Pedro II para reverter uma situação que ameaçava a capital do Império. O principal problema era a crise de abastecimento de água, decorrência do desmatamento da floresta da Tijuca. Só restava vegetação nativa nos topos dos morros e nas encostas mais íngremes.
“Os mananciais assorearam-se e, sem ter as copas das árvores para amortecer a queda dos pingos de chuva, a erosão do solo aumentou muito, carreando barro para os córregos e rios, fazendo chegar aos chafarizes da cidade uma água cada vez mais turva, cheia de impurezas e menos potável”, explica Cunha E Menezes.

Durante 12 anos, foram 80 mil mudas com variedades de espécies e privilegiando as da mata Atlântica. E não foi um trabalho sem oposição. Quando começou, a floresta da Tijuca era ocupada por uma centena de pequenas e médias chácaras, que serviam de veraneio para a elite econômica do Império ou abrigavam decadentes plantações de café.
O ciclo cafeeiro na cidade foi iniciado e impulsionado por franceses. Inicialmente, expatriados pela revolução francesa, em seguida, oriundos das fileiras bonapartistas. Pedro Cunha E Menezes explica que o padrão era “comprar, desmatar, vender a madeira como carvão vegetal e plantar café no terreno limpo”. O período de boom desse sistema ocorreu na primeira metade do século 19.

Sem o major não teríamos a floresta da Tijuca atual e, certamente, a história da cidade, e a vida nela, seria distinta. Mas outras pessoas tiveram papel importante no processo, como Tomás Nogueira da Gama, que ficou encarregado do replantio em uma área contígua à floresta da Tijuca, nas Paineiras.
Do ponto de vista político, de projeto do Estado, dois personagens foram fundamentais. Além do próprio imperador, que tomou a decisão política de enfrentar o problema. O ministro dos Negócios, Luís do Couto Ferraz, futuro Visconde de Bom Retiro, foi quem conduziu a questão, de extrema complexidade.

A capital não contava com rede de esgoto e os dejetos eram jogados no meio das ruas estreitas. Um recanto como a Floresta da Tijuca, era praticamente uma imposição sanitária.
“Todo mundo que era importante tinha casa lá e ninguém queria sair. O replantio ocorreu em uma área em que estava 90% do PIB do Brasil na época. O D. Pedro II comprou a briga e o Visconde de Bom Retiro fez a costura política”, conta Cunha E Menezes.
Para dar o exemplo, o próprio Visconde de Bom Retiro e sua família tiveram as terras desapropriadas. O Barão de Mauá, o Barão de Itamaraty, o Conde de Bonfim e o doutor Cochrane (um dos principais empresários da corte), tinham propriedades por lá.

Uma corrente afirma que Archer foi boicotado e que ele perdeu apoio. Cunha e Menezes salienta que o reflorestamento coincidiu, em certo momento, com a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). “O foi o maior dreno de recursos da história do Brasil. O Archer não interrompeu o trabalho em nenhum momento. Todo o resto do País quase parou e o dele continuou”, contemporiza.
E sobre a falta de apoio oficial, é importante notar que D. Pedro II levou Archer com ele para a Exposição Mundial na Filadélfia, em 1876, e, após sua saída do parque, o nomeou para cuidar da fazenda imperial, justamente para que fizesse o mesmo trabalho de recomposição da mata feita na Tijuca.
Parque e Floresta da Tijuca não são a mesma coisa
Criado há 50 anos, o Parque Nacional da Tijuca é herdeiro desse processo. Embora tenha uma área da Floresta da Tijuca seus limites não coincidentes. E o próprio reconhecimento popular do que seria a floresta da Tijuca ficou mais abrangente com o passar do tempo.

Grupo Adotante

Grupos de voluntários adotantes deste trecho que organizam mutirões e recebem voluntários:

João Mollica (CEG – Centro Excursionista Guanabara)

www.guanabara.org.br

Email: joaomollica@gmail.com

Outros trechos do Parque Nacional da Tijuca
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11. Represa dos Ciganos x Bom Retiro

Distância: 9,4 km
Tempo de percurso: Aprox. 5h
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Represa dos Ciganos, Pico da Tijuca (1.021m), Pico da Tijuca Mirim (917m) ruínas da fazenda Boa Vista, Parque Nacional da Tijuca.

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12. Bom Retiro x Cova da Onça

Distância: 6,2km
Tempo de percurso: Aprox. 4h
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Ponte pênsil, Largo do Bom Retiro, Morro do Archer, Bico do Papagaio, Morro da Cocanha, gruta do Papagaio, Centro de visitantes do Parque Nacional da Tijuca

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13. Cova da Onça x Portão da Floresta

Distância: 5,4 km
Tempo de percurso: Aprox. 3h
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Cascatinha Taunay, Centro de visitantes do P.N.Tijuca, Mirante da Cascatinha, Alto do Cruzeiro, Museu do Açude, Capela Mayrink,

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14. Portão da Floresta x Mesa do Imperador

Distância: 5,7km
Tempo de percurso: Aprox. 3h
Nível de dificuldade: Difícil


Destaques: Portão da Floresta da Tijuca, Mirante da Freira, alto do Morro do Queimado, Pedra da Proa, Mesa do Imperador

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15. Mesa do Imperador x Vista Chinesa

Distância: 1,6 km
Tempo de percurso: Aprox. 40min.
Nível de dificuldade: Leve


Destaques: Mesa do Imperador, vista para a zona sul, Vista Chinesa

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16. Vista Chinesa x Dona Castorina (+ Circuito Parque da Cidade)

Distância: 4,6 km
Tempo de percurso: Aprox. 2 / 2:30min.
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Vista Chinesa, Cachoeira da Imperatriz, Parque da Cidade, Solar da Imperatriz

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17. Dona Castorina (Jequitibá) x Primatas

Distância:3,8 km
Tempo de percurso: Aprox. 2:30min.
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Cachoeira do Jequitibá, Cachoeira da Gruta, Cachoeira dos Primatas, Mirante do Horto, Jequitibá centenário

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18. Primatas x Paineiras/ Corcovado

Distância: 4,2km
Tempo de percurso: Aprox. 2h
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Cachoeira dos Primatas, Mirante da Lagoa, Centro de Visitantes das Paineiras, Cristo Redentor

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19. Paineiras/Corcovado x Parque Lage

Distância: 4,5 km
Tempo de percurso: Aprox. 2h
Nível de dificuldade: Moderado


Destaques: Cristo Redentor, Centro de Visitantes das Paineiras, mirantes, cachoeiras, Parque Lage, grutas

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